domingo, 28 de fevereiro de 2010

Fratenidade em palavras..

Hoje o post é pra ele, não é aniversário nem nada assim, sem motivos especiais, aliás quer um motivo melhor que o amor e a saudade do irmão? Não é pra rimar, concordar nem se quer impressionar, é apenas pra dizer a falta que me faz você.
Eu fico aqui, lembrando e relembrando, pensando e chorando, sorrindo pelos momentos mais lindos, me irritando por ele ter se mudado e nos deixado, mas a cima de tudo feliz por estar bem como diz.
Pequenos, brigávamos muito, crescidos discutíamos muito, mais maduros nos ajudávamos muito.Sempre tive por ele um grande afeto, mas havia os desentendimentos de irmãos, como ainda há, mas com menor intensidade, com mais compreensão com menos discussão. Foram quinze anos de convivência, que neles eu descobri a pessoa linda que eu tenho como irmão, o menino quieto e brincalhão, paciente e turrão, sereno e atrapalhado, enfim, meu irmão amado. A saudade é inevitável...
Tenho comigo apenas um desejo, te ver feliz como você sempre quis. Longe ou perto o sentimento é certo, o amor de irmão não acaba não, só tende a crescer enquanto viver.
Não quero tristeza nem lágrimas após o fim do texto, a propósito tenho mais um desejo, quero sorrisos, porque eles sim transmitem a felicidade de ter pessoas presentes em nossas vidas, e por eles valem a pena qualquer sacrifício.
Paro por aqui, e sorrindo vou, e deixarei assim, o final com um sorriso, sem palavras certas, apenas lembre, que um sorriso vale mais que mil palavras, e pra você eu sempre estarei sorrindo e aplaudindo a forma de como enfrenta a vida.

Meu irmão, meu orgulho (...)

ORIGINALMENTE EM 18 DE OUTUBRO DE 2007

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Estão mudando as estações..

E logo acaba o verão e começa o outono.. eu estava pensando sobre isso, sobre a mudança das estações, sobre as grandes alterações que isso causa no mundo. Se o mundo dependesse das minhas 'mudanças de estações' acho que o clima seria composto de chuva, sol e tempo nublado por quase todos os dias.. Isso só prova mais ainda a minha inconstância, não que eu considere como algo péssimo, mas também não acredito que possa ser considerado bom. É complexo, mas talvez esteja dentro da realidade de muitos, só há pessoas que sabem disfarçar ou dominar de uma maneira mais eficiente que a minha. Está realmente complicado transmitir em palavras que eu me sinto completamente decidida, feliz e muito bem realizada em alguns momentos; em outros eu acho que tudo está dentro do esperado; e em outros piores ainda, eu acredito que tudo está de ponta cabeça, que os meus dias estão todos mal desenhados, que faltam cores e atores. E tudo se torna assim tão complicado e extremamente inconstante.
Não que eu acredite que tudo deveria ser sempre da mesma forma, que minhas ideias fossem sempre as mesmas, não, muito pelo contrário, eu acho até interessante um certo grau de inconstância, assim há possibilidades de rolar uma mudança bem brusca e repentina que pode colaborar e muito pra evolução pessoal. O problema é a inconstância ser assim tão constante, sabe?

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

E o mundo fazia sentido de pernas pro ar..

Entenda, eu não quero pensar em nada, não por agora, não nesse momento.
Acredite, há coisas que pessoas de 17, 30, 60 ou 90 anos não podem explicar, se é que me entendem. Existem coisas que só por uns instantes, por duas ou três palavras, compensam uma série de lágrimas. Existem músicas que nas entrelinhas descrevem seu momento sem nenhuma divergência. Existem também pessoas que arriscam tudo, mesmo consciente de que pode perder o que tem e também o que não tem, pois é, vai saber o que tem ou quem tem na cabeça essas pessoas, não é? Vai saber mesmo, porque nem eu sei o que se passa na minha cabeça.. Mas é bom quando a gente sente aquilo que faz bem pra gente, mesmo não sendo o mais exato, o mais positivo, é nosso.
Hoje eu acordei pra viver, pra sentir, ouvir, falar, rir e agradecer. Eu descobri que é bom sentir falta, porque quando você descobre que também faz falta até a chuva parece alegrar e convenhamos que não estamos num momento muito propício para se sentir feliz com chuva.
Definitivamente minha vida, como diria Jay Vaquer, é coisa muito difícil pra macaco sabido compreender..
Deixa o tempo, a vida e o sentimento me levar, se não der a gente volta, reconstrói.
O que não da é pra deixar passar como se não fosse algo importante, como se não me fizesse sonhar..

O que você não pode esquecer é que as mil gotas não voltam mais, são elas e só, o bom é saber que podem vir outras mil ou duas mil, assim como uma vida, duas vidas..

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Reeducação sentimental..

As palavras estão agindo de acordo com o meu estado de espírito, inconstantes que só, elas vem e trazem diversas ideias, em minutos todas vão embora e deixam só sentimento e vai saber Deus que sentimento é esse.
Eu as vezes me indago se é tão errado em 17 anos eu ainda não ter definido quem eu sou, se tantas vontades e tantos conceitos podem ser mudados assim, depois de tanto tempo, e no fim, eu acabo concluindo que sim, que nós podemos conviver com nós mesmos sem saber quem realmente somos, apostando em algo que não é real. Você começa a ter uma, duas ou diariamente várias crises existenciais e se pergunta, quem você é? Por que você existe? Qual a sua importância? O que você tem que fazer?
Na real mesmo, eu defendo a tese que você deve viver pra ter uma realização pessoal, profissional e qualquer outro tipo de realização, mas que caiba somente a você, que não dependa de terceiros, porque realmente não adianta você investir nesse papo de sentimento, nessa coisa de gostar, se dedicar ou qualquer outro tipo de ação que tenha consequências sobre você, com qualquer pessoa. Palavras são fáceis de serem ditas, o problema é que sentimento influencia muito na intensidade delas, quando você está envolvido com algo ou alguém, sempre idolatra isso mais do que o comum, mas quem é que pensa que amanhã ou depois o sentimento pode desbotar como a tintura do cabelo, como aquela blusinha preta preferida, sabe? Ninguém pensa nisso, ninguém pensa que deve ser coerente com aquilo que sente, que deve esperar uma certeza pra depois apostar. E o que acontece? Acontece que o outro lado da história acredita nas palavras, nas promessas, nos planos e espera como se fosse algo certo..
De repente aparece uma conveniência qualquer, um sonho de vida melhor que pode nem ter o mesmo sentimento, mas que ainda assim é conveniente por um ou vários motivos penosos, como dinheiro, como qualidade de vida ou qualquer outra coisa bem escrota que satisfaça um ego humano e abandona as promessas, as palavras e um sentimento.
A gente tenta descobrir quem é que perde com isso, quem é que sai como vitima na história. O caso é que a história não tem vitima, talvez um perca mais que o outro; Alguém teve que conviver com um sentimento ignorado, com sonhos e planos quebrados, mas ao mesmo tempo que sofreu, foi obrigado a partir pra uma reeducação sentimental, e a gente espera que isso sirva como uma experiência, significativa, de vida. E quem foi sem ao menos olhar pra trás? Talvez um dia descubra que há coisas mais importantes do que pelo que optou e quando sentir falta de algo realmente verdadeiro, vai lembrar de alguém, alguém que passou e inevitavelmente marcou, marcou porque tinha algo a oferecer, um sentimento considerado não estruturado, uma vida ainda pra ser conquistada, mas talvez tudo que suprisse a sua necessidade de ser amado.