segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Vejo a ponte que levará ao que desejo..

Intrigante o fato de nós seres humanos nos limitarmos tanto. Seria conveniência, comodismo, ou simplesmente falta de vontade misturada com aceitação? Acho que cada um deve ter seus motivos para tal atitude.

Hoje contemplando o sol se pôr, e as nuvens escuras se aglomerarem para darem início à chuva, eu pude perceber o quão único é um dia, não haverá outro momento com as mesmas cores, as mesmas formas, o mesmo balanço da árvore. Engraçado nos limitarmos aos mesmos obstáculos, as mesmas desculpas e a nossa mesma infame vida. É completamente compreensível à visão humana deixar com que no futuro as coisas aconteçam. Não discordarei, acho que realmente as coisas devem acontecer naturalmente, porém, não vejo problemas em evitar desde já o que você sabe que não terá um bom desenvolvimento futuramente.

A questão enfim, não é somente tomar atitudes desmedidas no presente, mas ter condições de interpretar os indícios das condições futuras, e não se conformar com o que acredita que deva acontecer, mas sim, alterar as condições atuais para evitar ou ao menos amortecer as consequências.

Será que mudar por você, está tão fora do contexto humano? A capacidade de mudar hábitos pelo próximo é tão natural, mudamos muitas vezes de amigos, mudamos nossos conceitos, quando queremos algo ou alguém, assim, procurando o clichê da felicidade, em terceiros. Seria tão impossível mudar por nós?

Felizes são aqueles que baseiam sua felicidade em um principio cabível, realização.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

No final das contas..

Infelizmente a minha tão sonhada frequência assídua não foi possível, mas me senti na obrigação de me despedir de 2010, ao menos tentando organizar minhas ideias, e isso claro sempre foi mais fácil por aqui.
Desde meu ultimo post inúmeras coisas aconteceram, e não que elas não sejam dignas de relatos, mas o que eu quero mesmo enfatizar são as consequências, e não os acontecimentos. Em balanços finais do ano, o clichê das 'mudanças' nos assombra, sempre consideramos ou que o ano teve grandes mudanças ou que o próximo deverá ter. Hoje, depois de semanas, ou até mesmo meses turbulentos, eu parei pra refletir sobre alguns acontecimentos desse ano e também sobre algumas mudanças que eu gostaria que acontecessem no ano seguinte, a questão é que eu sempre pedi mudanças no ano seguinte, simples assim, pedi. Porém, nunca me orgulhei das mudanças do meu ano, muito menos procurei o caminho para que as coisas acontecessem no futuro. Quando chegamos na adolescência, o brilho da juventude desperta a vontade de querer aproveitar a vida, foi uma fase deliciosa, eu quis viver diversas coisas, mas quando nós amadurecemos nessa mesma adolescência, nós não perdemos a vontade de querer aproveitar, ela se mantém, porém sensações diferentes a acompanham, a satisfação de ter responsabilidade, e a realização de compreender seu caráter e seus princípios. Talvez tenha sido essa uma das principais mudanças do meu ano..
Eu ainda evidenciaria outra, uma que surtiu mais efeito do que qualquer outra, o reconhecimento do velho amor próprio..
É algo valioso saber driblar seus problemas baseado no que você é e no que você sente, é mágico entender que você é alguém insubstituível, por ser simplesmente, único.
Bem provavelmente nem todos entendam a importância dessa descoberta, mas um dia entenderão, sem sombra de dúvida.
Há algo que eu desejo que não aconteça, nem no próximo ano, nem em ano algum, e nada mais é do que a desvalorização da importância de cada ser humano não se anular, seja lá por qual motivo for, compreender é necessário, abrir mão de algumas coisas também, mas anulação é algo como morrer e esquecer de ser enterrado, é viver uma vida que não é sua, e no fim se lamentar por isso.
Sem mais discussões alheias, não há como não desejar que 2011 seja inúmeras vezes melhor que 2010, mesmo ele tendo sido um ano magnifico.




domingo, 15 de agosto de 2010

Se você me pediu, quem sou eu pra negar?

Dos tempos da minha frequência assídua a esse blog até o presente momento ocorreram inúmeras mudanças, isso é incontestável, porém, o que pode ser mais destacado é o fato do meu sentimentalismo diminuir a cada dia mais, há quem diga que é uma forma de esconder alguma coisa errada na minha vida, há também quem diga que é rebeldia adolescente e acima de tudo, EU digo que é a melhor forma de se viver. Não precisa necessariamente não amar ninguém, você pode amar, ou melhor, deve; Deve amar a você mesmo, deve respeitar os seus limites, aprender a conviver com o seu humor, ressaltar o seu carater, afinal, quem é que dedica tempo e paciência pra fazer tudo isso por você?
Existe o famoso slogan "Amor, passe adiante!", pois eu discordo completamente, vai passar adiante pra que? Com certeza será feito um extremo mau uso, portanto deveríamos alterar a frase para "Amor, enfie no bolso!", óbvio que o seu próprio amor direcionado a você renderá um grande resultado. Eu não sei por quê as pessoas tem a mania de achar que dependem de algum outro ser vivo pra viver, você não nasceu grudado com ninguém, não nasceu respirando pelo nariz do outro, como é que você me diz que não vive sem determinada pessoa?
Dos últimos meses pra cá eu vivi os melhores e os piores momentos de toda a minha vida até agora, tirei um aprendizado excepcional, aprendi mais com os erros dos outros do que com os meus, ao contrário do que reza a lenda. Convivi com muitas pessoas e refleti inúmeras vezes sobre, até onde uma pessoa consegue ser sincera e até onde ela mente pra confortar outra?
Nem de longe é um texto admirável ou algo assim, só uma introdução da volta, que eu espero ser definitiva.


PS. As perguntas no final de cada parágrafo não são a toa, pense sobre..

sábado, 5 de junho de 2010

Um pouco mais de mim..

Hoje eu acordei e fiz diferente, eu não quis ligar, dizer que eu não pensei é mentira.
Eu não esperei sms, recado, nem sequer que estivesse pensando em mim. Levantei e não me arrumei pra você, mas por mim. Sai sem a mínima preocupação de você de repente logar e precisar que eu estivesse aqui. Eu vi, adquiri, gastei, andei, fiz e refiz sem me importar com o que você pensaria. O celular vibrou e o último nome que eu desejei que aparecesse era o seu, e realmente não apareceu.
Eu voltei devagar sem aquela agonia de chegar rápido e te encontrar. Eu baixei CDs mais animados, eu resolvi desencostar a cama do computador, eu joguei o celular do lado e esqueci temporariamente de tudo. De tudo mesmo, eu esqueci de mim. Senti a sensação de estar disfarçando, de estar mentindo pra mim sobre o que eu queria, sentia e pensava. Tudo não passava de um puro disfarce, como eu tenho feito há tempos.
- Me explica pra que mentir pra mim sobre o que eu quero?
- Eu explico, é só um momento um pouco mais sensível, só algo que não case com o lado racional, são os momentos que você acha que deve alguma satisfação pra alguém sobre o que faz ou deixa de fazer, sobre o que sente ou deixa de sentir.
Então eu joguei essa sensação pro alto, eu ainda assim continuei com a cama afastada do computador, os CDs animados na mantém na playlist, o meu celular jogado por ai, tudo ainda funciona, mas o que mais funciona é meu interior que se encontra, é a minha consciência que volta a deixar os padrões de lado, é a minha vontade de ser feliz todos os dias que desperta, é a confiança que eu tenho em quem eu sou e no que eu posso que vem a tona.
Definitivamente a minha vida sou só eu quem vivo, eu quem entendo, eu que sinto e todas as consequências vão refletir apenas em mim.

Se for pra ser assim pode apertar o play porque eu comecei a jogar.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Não é meu, é nosso..

Vai entender o ser humano, não é? É!
Vai entender por que alguém da conselhos que não segue..
Vai saber por que existe a necessidade de passar por cima do outro pra confirmar a felicidade.
E quem dera um dia eu entendesse o porquê do egoísmo ter que ser tão presente, porque sempre a própria felicidade, o próprio bem estar; Não acho que esteja errado se preocupar com você, mas eu acredito que exista um equilíbrio, uma coisa meio eu meio você, sabe? Algo que dê pra conciliar o racional com o emocional, algo que dê pra não te fazer se perder caso eu não queira te achar, e não me perder caso você não queira me encontrar.
Eu tenho feito grandes viagens mentais, eu volto meses, eu relembro fatos, conversas, sorrisos.. De repente me pego criando planos, nos vejo daqui anos, sempre planejo o amanhã, uma situação diferente, o abraço quente, a felicidade plena, as duas vidas serenas..
Eu já não sei mais onde foi meu ponto de partida, se foi uma palavra, um dia ou uma vida, a certeza que me estremece é a do ponto de chegada, não existe, não há lugar pra parar, eu já não sei nem se eu posso parar, se tem como negar, voltar, desistir de me entregar.
Não imaginava que eu seria tão grata a minha inconstância, de repente o meu desespero se esvai, a realização toma conta, o amor cega, o coração acelera, o olhar purifica e a sua menina se mantém, aqui, sem pensar aonde vai parar, mas querendo só te amar..